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“A morte que faz pensar sobre a vida” foi o assunto da participação da psicóloga e diretora da FACEFI, Mara Lins, em entrevista na Rádio Jovem Pan

A doutora em Psicologia e Diretora da FACEFI (Faculdade do Centro de Estudos, da Família e do Indivíduo – CEFI), psicóloga Mara Lins, participa semanalmente do programa Jornal da Manhã – Edição Grande Porto Alegre da Rádio Joven Pan (90.7 FM), com apresentação do jornalista Fernando Zanuzo. Todas as sextas-feiras, a psicóloga aborda assuntos como relacionamentos, saúde mental e temas relacionados à Psicologia. Na participação desta sexta-feira, 29 de outubro, Mara falou sobre a morte que faz pensar sobre a vida.

“Dia de finados, dia 02 de novembro, tem origem na cultura da religião católica, a qual neste dia celebra os mortos, homenageando e valorizando as suas vidas. Esse ritual reúne os fieis para rezar e visitar os túmulos, numa atitude de recolhimento, reflexão e compaixão. Já em certas culturas, como a mexicana, por exemplo, a tradição gira em torno de celebrações festivas com comidas, bebidas, danças, pinturas faciais e vestimentas típicas. É importante relembrar as pessoas que partiram das nossas vidas, pois, agora, a forma de nos relacionarmos com elas é diferente: pela saudade, pelos pensamentos, pelas lembranças, pelos cheiros, pelos sorrisos. Inclusive pelas orientações como, por exemplo, quando nos deparamos com uma situação difícil e paramos para pensar o que aquela pessoa faria diante dessa situação. E geralmente a resposta é precisa. Não é mais uma relação presencial, mas é uma relação pelo coração, pela conexão. É o amor que fica. Certamente a morte também faz pensar na vida. Quando falece alguém é feita uma retrospectiva da sua vida, independentemente da maneira dessa morte, que é um fato que pode piorar ou não o luto. Nós nos perguntamos ao menos por um período: como está a nossa vida? Quando será o nosso dia de partir? O que estamos fazendo com a nossa vida? Susan McCurry, terapeuta norte americana e psicóloga, trabalha com adultos maduros e reforça que ao longo da vida nós já vamos vivenciando muitas perdas. Faz parte, gostemos disso ou não. E pensar no nosso envelhecimento é necessário, pois se isso não acontecer, morreremos antes de ficarmos velhos. Não tem outro caminho”, explica Mara. E continua: “Sendo assim apresentarei um exercício imaginando que a vida vai passando e que vamos envelhecendo”.

Ouça a entrevista na íntegra abaixo. Acompanhe as participações de Mara Lins na Rádio, todas as sextas-feiras entre 7h e 8h.